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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Fim dos Dias

Como tudo começou? Esta pergunta esta quase que respondida pela teoria do Big Bang, mas resta ainda muito tempo para os cientistas responderem por completo, mas...

Como a vida no planeta Terra acabará? Esta questão esta respondida com as mais variadas hipóteses.

Em 1980 Carl Sagan ao produzir a Série Cosmos, dedicou o último capítulo da Série, o 13º, para alertar a humanidade sobre o perigo da nossa Auto-Destruição através de uma guerra nuclear.


Quem Pode Salvar a Terra? Este é o último episódio da Série Cosmos de Carl Sagan

Mas a auto-destruição é apenas uma das muitas formas que a vida na Terra pode acabar, veja abaixo outras formas de destruição:

- Guerra Nuclear
- Raios Gama
- Buracos na Camada de Ozônio
- Asteróides e cometas
- Vulcanismo
- Clima maluco
- Distanciamento da Lua
- Epidemias
- Vírus Artificiais e Nanorrobôs
- Era Glacial
- Escassez de recursos
- Experimentos com partículas elementares
- Cyborgs
- Fim do Sol


Cientistas dizem que um choque de um cometa ou asteróide com o nosso planeta ocorre a cada 26 milhões de anos, mas ninguém sabe quando foi o último!

Para escrever esta matéria vou utilizar 3 das maiores revistas de divulgação científica do Brasil, SuperInteressante, Galileu e Terra. Todos os artigos comentam o Livro Our Final Hour (“Nossa Hora Final”) do astrônomo e futurólogo britânico Martin Rees, professor da Universidade de Cambridge e um dos mais renomados especialistas sobre os mistérios do Universo.


Martin Rees e o seu livro Our Final Hour

Toda semana, será publicado uma série de matéria sobre cada um dos tópicos apresentados acima.

Depois disso cabe a você decidir qual será o nosso futuro!


A vida na Terra vai ser destruída com certeza daqui a 7 bilhões de anos, quando o sol irá explodir e reduzir tudo em cinzas.

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Fim dos Dias - Raios Gama

Iniciando a série Fim do Dias, que vai explicar as várias formas em que a vida na Terra pode ser destruida, apresentamos a primeira delas, mas que felizmente não chega a preocupar tanto, os Raios Gama.

Explosões cósmicas de grande intensidade poderiam "fritar" a Terra com radiação.

RISCO DE OCORRÊNCIA: O efeito devastador só ocorreria a cada centena de milhões de anos.

No ano de 1054, os chineses acompanharam com perplexidade, o aparecimento de um brilho intensos nos céus, que permaneceu vísivel por três semanas a luz do dia e por quase dois anos à noite. Tratava-se de um dos eventos mais violentos do Cosmos: a explosão de uma estrela com massa maior que a do Sol, num fenômeno conhecido como supernova.

A supernova em questão ocorreu a uma distância de 6.000 anos-luz da Terra, liberando quantidades enormes de energia. hoje pode-se observar uma nuvem de gás no local do evento, conhecida como nebulosa de Carangueijo. Para ameaçar a Terra, os cientistas estimam que uma explosão como essa percisaria ocorrer a uma distância máxima de 26 anos-luz do planeta. Felizmente, não existe nesse raio nenhuma estrela de massa suficiente para tamanho desastre.


Fotografia obtida pelo telescópio do Monte Palomar da Nebulosa de Caranguejo. Exitem outras supernovas, como ex., Vela, Cygnus Loop, IC 443, Cassiopeia A, etc...

No entanto, os astrônomos alertam para os riscos trazidos por dois eventos cósmicos que chegam a ser até 100 vezes mais intensos que uma supernova e que poderiam ocorrer a distâncias maiores, de até milhares de anos-luz.

Um deles é o chamado hipernova, a explosão de uma estrela cinco a dez vezes mais densa que o Sol. O outro diz respeito ao choque de 2 corpor muito densos, como buracos negros e estrela de neutrons (com as massas entre 10 e 30 vezes a do Sol). Em ambos os casos, podem ser liberadas grandes quantidades de raios gama, a forma mais energética da radiação eletromagnética conhecida.


Espectro Eletromagnético.
Os
ráios cósmicos são núcleos atomicos e partículas, em geral eletricamente carregados, que são observados ao incidirem na atmosfera da Terra com energias extraordinariamente altas. Em geral estas energias variam de 100 milhões de eV a 104 TeV. Os núcleos atômicos incidentes são, principalmente, prótons e as partículas são, geralmente elétrons. Parte desta radiação vem do Sol, espaço interestelar e espaço intergaláctico. Quando um raio cósmico colide com nossa atmosfera um chuveiro de partículas secundárias é criado na atmosfera superior. Este chuveiro aéreo dispara uma cascata de reações e interações de partículas que se propagam até a superfície.

Nessas grandes explosões, a energia tende a ser emitida em dois feixes opostos. "Se eles forem perpendiculares ao plano da galáxia não há problemas", diz Amâncio Friaça, do Instituto de Astronomia e Geofísica da Universidade de São Paulo (IAG-USP).

"Caso contrário, tudo o que estiver em sua rota sofrerá um grande impacto".

Para a Terra, as perspectivas não seriam as melhores. Os raios gama, com uima energia até 1 milhão de vezes maior que a dos raios-X, poderiam afetar todas as formas de vida do planeta e destruir a camada de ozônio, deixando a Terra vulnerável aos raios ultravioleta do Sol.

"Uma vez a cada 20 ou 30 milhões de anos, há a possibilidade de uma liberação de raios gama na proximidade do Sol", estima Friaça. "Mas entre elas, só uma fração vai ter o jato apontado em nossa direção. Ai, ninguém poderia dizer quais são nossas chances.

Raios Gama

Tipo de radiação eletromagnética que possui o comprimento de onda mais curto e, consequentemente, a mais alta freqüencia em todo o espectro eletromagnético. Isto também implica que os raios gama possuem a mais alta energia entre todas as formas de radiação eletromagnética. Usualmente chamamos de raios gama qualquer fóton que tem energia maior do que, aproximadamente, 100 keV. Os raios gama são muito penetrantes. Na Astrofísica os raios gama fazem parte do domínio da chamada Astrofísica de Altas Energias.

Fontes:

- FERRONI, Marcelo. Revista Galileu, 10 Versões para o fim do mundo. .....Set/2003. Pg. 46

- Site do Observatório Nacional

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Fim dos Dias - Camada de Ozônio

Dando continuidade a série de matérias Fim dos Dias, apresentamos a Camada de Ozônio

Gases produzidos pelo homem podem destruir a camada de ozônio que filtra os raios nocivos UVB.

RISCO DE OCORRÊNCIA: a emissão de gases nocivos diminuiu desde a década de 90

Todo mundo sabe que acima de nossas cabeças existe uma grande quantidade de gases, a que damos o nome de atmosfera. Suas principais funções são:

1. Presença do oxigênio
2. Sem o invólucro gasoso todo o calor irradiado pelo Sol se dissiparia no espaço exterior
3. Graças a sua composição, a atmosfera filtra as radiações ionizantes, em uma região chamada de ionosfera, as ondas ultravioletas, na região da estratosfera, que contém Ozônio (20 a 35Km de altura)
4. Desintegra meteoritos pelo atrito
5. Por efeito de convecção é mantido o equilíbrio térmico na superfície terrestre.
6. É a pressão atmosférica que mantém nosso sangue no interior do corpo em perfeito equilíbrio com a pressão interna. Camada de ozônio, Camada de ozônio, Camada de ozônio, Camada de ozônio, UVA, UVA, UVA, UVB, UVC, UVC
A atmosfera da Terra é formada por diversas camadas de diferentes densidades de gases, sendo os gases mais abundantes o Nitrogênio (78%), Oxigênio (21%) , Argônio (0,9%) e o Gás Carbônico (0,03%).

O gás mais importante para nós sem dúvida é o oxigênio, fundamental para os nossos processos bioquímicos que nos mantém vivos. Porém existem organismos na face da Terra que não precisam de oxigênio para sobreviver. São os chamados seres Anaeróbicos, que utilizam agentes oxidantes como o sulfato e o nitrato para obter energia.


Camadas da atmosfera da Terra.
figura retirada do site:
http://www.mesologia.hpg.ig.com.br/fluxo_energia.htm

Mas existe um parente próximo do oxigênio que esta presente na atmosfera e também é de extrema importância para todos os seres vivos. É o gás ozônio (O3 – lembrando que oxigênio é O2) que ocupa principalmente uma faixa entre 20 e 35 Km de altitude, em uma região conhecida como estratosfera. Ele absorve uma porção da radiação ultravioleta que vem do Sol e é nociva aos seres vivos, chamada ultravioleta-B (UVB).Camada de ozônio, Camada de ozônio, Camada de ozônio, Camada de ozônio, UVA, UVA, UVA, UVB, UVC, UVC
O Sol emite 3 tipos de radiações: ultravioleta (UVA, UVB e UVC), luz visível e infravermelho.


O Sol emite os raios UVB nocivos aos seres vivos

A radiação ultravioleta-A compõe de 90 a 95% da energia ultravioleta do espectro solar. Não causa queimaduras na pele (bronzeamento), mas causa o envelhecimento precose.

A radiação ultravioleta-B representa uma ínfima parte da radiação solar, mas o seu estrago é grande. Ela é a grande responsável pelo bronzeamento e aparecimento de câncer, principalmente o de pele. Você utiliza protetor solar para bloquear os raios UVB que passam pela camada de oxônio. Agora imagine: a camada de ozônio filtra quase toda a radiação UVB, deixa passar só um pouco, e mesmo assim o numero de pessoas com câncer de pele aumenta sempre! Imagine se não existir camada de ozônio? Ninguém mais vai poder sair no sol!

A radiação ultravioleta-C fica completamente retida na camada de ozônio e não oferece perigo para seres humanos.

As ondas ultravioletas são uma forma de radiação excitante, que faz com que elétrons se desloquem para órbitas mais afastadas do núcleo. Existe ainda a radiação ionizante, que converte átomos em íons pois são capazes de arrancar elétrons dos átomos. Raios Cósmicos (Raio Y), Raios Gama (veja matéria sobre o assunto) e Raios X são exemplos de radiações ionizantes. Na atmosfera, a 4º camada de baixo para cima, que se estende de 80 a 400Km de altura esta a chamada Ionosfera, região recheada de íons que sofreram ação de radiações ionizantes, evitando que estes perigosos raios atinjam a superfície da Terra.Radiação eletromagnética, Radiação eletromagnética, Radiação eletromagnética, Radiação eletromagnética, Camada de Ozônio, Camada de Ozônio, UVA, UVA, UVB UVC, UVC, UVC
Então, como já vimos a radiação ionizante fica retida na camada da atmosfera terrestre chamada de ionosfera, evitando perigo para os seres vivos. A UVB fica retida na camada de ozônio.

Mas, em 1928, pesquisadores da General Motors inventaram um gás que combinava cloro, flúor e carbono. Chamado de CFC, ele logo ganhou aplicações na indústria de refrigeradores e sprays e se disseminou pelo mundo.

Foi só entre as décadas de 70 e 80 que os pesquisadores descobriram que todo o gás emitido desde então havia se espalhado pela atmosfera e estava destruindo a camada de ozônio. A descoberta, em 1985, de um enorme buraco sobre a Antártida fez a comunidade internacional se mexer. Em 1988, no protocolo de Montreal, o CFC foi finalmente banido.



Em setembro de 1981, o buraco no ozônio era ainda bem pequeno (repare a cor azul-claro sobre a Antártica). Doze anos depois, em 1993, a situação era nitidamente mais grave. Apesar das restrições ao uso de clorofluorcarbonos em todo o mundo, em setembro de 2000 o buraco atingiu seu maior tamanho. Toda a mancha azul-escura e azul-clara é o buraco na camada de ozônio, equivalente a mais de três vezes a área do Brasil. Os pontos azuis-escuros, marcados com as setas, representam as áreas em que a concentração de ozônio está bem abaixo de 150 Dobson, nível de altíssimo perigo para os seres vivos. O problema é tão sério que o filtro solar da Terra ganhou uma data especial: 16 de setembro é Dia Internacional de Preservação da Camada de Ozônio.
Foto retirada do site:
http://www.escolavesper.com.br/buracocamozonio.htm

Atualmente, o buraco continua a crescer, mas o futuro já não é tão sombrio. “Ganhamos uma enorme batalha”, diz Volker Kirchhoff, chefe do laboratório de ozônio do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Mas a guerra ainda não esta vencida. “O CFC foi substituído por substâncias que também afetam a camada de ozônio. O que fizemos foi dar mais um prazo à humanidade”, diz o professor.

Bibliografia:

- BORDIGNON, Euclides. Iniciação a Astronomia. Ed. Biblioteca RosaCruz. Volume I, 1991. Pg. 28-31

- FERRONI, Marcelo. Revista Galileu. 10 versões para o fim do mundo, Set/2003. Pg. 47

- JENIFER. Apostilas: Radiações em Biologia e Radiações ultravioletas. Biofísica.

Strangelet

Continuando a Série Fim dos Dias, que nas edições anteriores mostrou o perigo dos raios gama e do buraco da camada de ozônio, vamos conhecer hoje uma partícula que quase ninguém nunca ouviu falar, ostrangelet.

Apesar dos enormes avanços da física nos últimos séculos, uma pergunta aparentemente simples continua sendo um mistério: do que é feita a matéria em seu nível mais elementar? Os físicos que buscam respostas para esta questão costumam usar o mesmo método que um macaco utiliza para descobrir o que há dentro de uma noz: quebrá-la ao meio. No caso da física subnuclear, o que se deseja é quebrar prótons e nêutrons para tentar entender sua composição. Para conseguir isso, são usados aceleradores, que nada mais são do que grandes tubos circulares onde as partículas giram a velocidades próximas à da luz, até serem lançados umas contra as outras. A força do impacto as divide numa miríade de partículas ainda menores, que depois são analisadas.

Quanto mais energia for empregada num acelerador, maior a força do impacto, e teoricamente, menores e mais elementares as partículas residuais. Os aceleradores mais potentes do mundo, como o de Brookhaven, nos Estados Unidos, ou o CERN, instalado em Geneva, na Suíça, anunciaram recentemente que já possuem energia suficiente para fazer colidir dois núcleos de átomos de ouro (um dos metais mais pesados que existe) a energias jamais experimentadas na Terra. Muitos especialistas acreditam que colisões de núcleos atômicos pesados podem gerar, como resíduo, uma partícula chamada strangelet que teria efeitos devastadores. Num artigo recente, o físico Sheldon Glashow, ganhador do Prêmio Novel de Física de 1979, resume assim a catástrofe: “Um strangelet recém-criado poderia engolir os núcleos atômicos, crescendo sem parar até consumir a Terra inteira.”

Um dos físicos que conduzirão as experiências com núcleos pesados em Geneva, John Swain, não acredita nessa possibilidade. “Colisões de partículas muito mais violentas do que as que faremos acontecem o tempo todo no universo”, afirmou à Revista TERRA. O astrônomo Martin Rees tem opinião diferente. “Não podemos ter certeza de que colisões parecidas com as que vamos induzir já tenham ocorrido no universo”. E pergunta: “Será que vale a pena correr o risco de criarmos um strangelet?”.

Fontes:

ROMANINI, Vinícius. A Humanidade por um fio. Revista Terra, Set/2003, pg 60

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Global Dimming - Escurecimento Global

Poucos ouviram falar sobre isto, mas peço que leiam. O fim da humanidade pode estar próximo se nada fizermos. Um fenômeno que os cientistas se recusavam a acreditar está acontecendo. É um paradoxo incrível, que envolve o aquecimento global e que somente agora os cientistas estão aceitando discutir.

Sei que a leitura pode ser um pouco chata no começo, mas aguente até o fim, que você ficará surpreso!

Nuvens
As nuvens do céu. Cada vez mais poluídas e prejudiciais.

Todos se lembram do dia 11/9. Após este dia, todos os aviões dos EUA não decolaram nos 3 dias seguintes. Nestes 3 dias, o clima em todo os EUA foi bom e limpo. O pesquisador David Travis, que trabalha com o rastros deixados pelos aviões no céu a muitos anos, não perdeu esta chance única e registrou nestes 3 dias, que além de céu limpo, a temperatura em todo os EUA tinha subido 1º C. Pensem bem, a temperatura subiu 1º C em 3 dias!

Em 1950, em Israel, o pesquisador Gerry Stanhill, mediu a incidência de radiação solar no solo da recém-criada nação para a construção de canais de irrigação. Na década de 90, ele resolveu medir novamente, para ver se seus números ainda estavam válidos. Para seu espanto, estava incidindo 22% menos radiação solar em 1990 que em 1950. Ele publicou seus trabalhos e eles foram ignorados pela comunidade científica. Como, com todo mundo discutindo o aquecimento global, um cientista afirma que em Israel a radiação solar está 22% mais fraca? Israel teria que estar congelando se fosse verdade. Tinha que haver algo errado.

Na Alemanha, a pesquisadora Beate Lieper, encontrou paralelamente ao pesquisador israelense, este mesmo problema. Ela mediu a incidência de raios solares nos Alpes da Bavária e verificou que eles estavam mais fracos. Como era de esperar, seus resultados foram desprezados pela comunidade científica.

Estava acontecendo na Alemanha e em Israel, os pesquisadores começaram a procurar sobre o assunto independentemente. Eles encontram os mesmos dados: de 1950 a 1990, o nível de radiação solar incidente sobre a Terra tinha caído: 9% na Antártica, 10% nos EUA, quase 30% na Rússia e 16% em partes das ilhas Britânicas. Era um verdadeiro fenômeno global, e Gerry deu um nome acertado: Global Dimming ou Escurecimento Global. Ainda assim, a resposta dos outros cientistas era a de não acreditar.

Havia um motivo para isto. Se estivesse tendo menos radiação solar incidindo sobre a Terra, o mundo deveria ficar mais frio. Além disto, os cientistas sabiam que a Terra estava ficando mais quente, devido o aquecimento global. Estes cientistas estavam contradizendo o aquecimento global. Mas na verdade, este não era o único fenômeno a contradizer o aquecimento global.

Na Austrália, os biólogos Michael Roderick e Graham Farqurar, que trabalham com a Taxa de Evaporação de Panela, que nada mais é que a medição da quantidade de água que precisa-se colocar todos os dias em um local com água para ele voltar ao nível do dia anterior, verificaram que esta taxa estava diminuindo. Os dados que eles utilizaram estão sendo coletados não a alguns anos, mas a 100 anos. Este é mais um paradoxo: como a taxa de evaporação da água nas panelas diminuía se a temperatura dos planetas está subindo? A conclusão dos biólogos foi a seguinte: se a taxa está caindo, deve ser porque está incidindo menos radiação no solo.

As medições da Taxa de Evaporação de Panela estavam ligadas ao Escurecimento Global? Neste momento entra em ação o destino ou o que você preferir. Um dos biólogos tinha ido a biblioteca procurar um artigo e não o encontrou, mas achou por acaso, no local em que estava procurando, um artigo com o titulo: "Evaporação Perde Força", que reportava o declínio da TEP sobre a Rússia, EUA e Leste Europeu! O artigo fez a ligação dos dados dos que mediram a diminuição da incidência da luz solar com a TEP. Não havia mais dúvida sobre a veracidade do Escurecimento Global.

TEP
Fazendeiro verificando a Taxa de Evaporação de Panela, que diminui apesar do nosso planeta estar aquecendo.

Mas o que está causando isto? O Sol não emitiu menos radiação, assim o culpado tem de estar na Terra. Na busca pela resposta, um dos maiores climatologistas do mundo, Veerabhadran Ramanathan, da Universidade da Califórnia, foi procurar a resposta na Ilhas Maldivas, que são na verdade milhares de ilhotas no oceano Índico. Estas ilhotas são desertas, mas na verdade, as do norte são atingidas por uma corrente de ar poluído (que tem 3 quilômetros de altura) vinda da Índia, e as do sul são atingidas por uma corrente de ar puro e limpo, vinda da Antártica. Assim, a poluição poderia ser a responsável. Queimar combustível não produz somente a poluição invisível, responsável pelo aquecimento global, mas também produz a radiação visível, pequenas partículas de fuligem e outros compostos. Depois de quatro anos de pesquisas, os resultados foram publicados: As ilhas do norte, devido as nuvens de poluição de 3 Km de espessura, recebiam 10% menos energia que as do sul. Os pesquisadores esperavam um resultado de 0,5 a 1%, mas ele foi 10x maior! As nuvens estavam tornado-se espelhos gigantes que além de refletir de volta os raios solares, podiam alterar o padrão de chuvas globais. Isto é realmente um desastre.

Muitos dos que estão lendo esta matéria, devem ficar chocados ao ver a foto abaixo e lembrar-se do desastre bíblico que atingiu a planície de Sahel na Etiópia, ocorrido em 1984. O mundo ficou chocado. Hoje, existe reais evidências de que tudo foi causado pelo escurecimento global. Vamos entender porquê. Durante a maior parte do tempo, Sahel é completamente seca, mas as monções trazem a vida, com chuvas abundantes ao local. Com as nuvens refletindo a luz, as monções não ocorreram ano após ano, e o resultado foi a fome e a morte de milhares de pessoas. Na verdade eu simplifiquei bem a explicação. Quem quiser saber em detalhes, recomendo que vejam o documentário. Este princípio da falta de monções é aplicado a uma região da Ásia que possuiu 3.6 bilhões de pessoas. Veja bem, se as monções não chegarem a Ásia, 3.6 BILHÕES de pessoas sofrerão e este sim, será um desastre global.

Fome_grande
Milhares de pessoas morreram na Etiópia em 1984, devido a seca causada pelo escurecimento global.

FomeFome
Muitas crianças perderam a vida, secando até morrerem

Assim o que devemos fazer? Acabar com a poluição lançada ao ar, o que não é difícil de fazer, e na verdade já esta sendo feito. Veja o protocolo de Kyoto, a batalha de Arnold Schwarzenegger, o governador da Califórnia, pelas causas ambientais (leiam a revista Superinteressante deste mês que ela trás uma matéria legal sobre este assunto), e o uso de instrumentos catalisadores que na Europa já está sendo feito em larga escala. Estas medidas diminuiram visivelmente a poluição visível. Uma boa notícia para o Sahel e os países das monções. Nos últimos anos as secas não tem sidos tão duras nestes locais.... mas aqui começa o grande paradoxo. Embora o Escurecimento Global seja uma ameaça a humanidade, ele parece estar nos protegendo de outra ameaça, o aquecimento global!!!! Meus leitores, leiam novamente a frase anterior e reflitam.

O pesquisador David Travis (aquele que falei no primeiro parágrafo, sobre o 11/9) foi o primeiro cientista a prever como seria o mundo sem o escurecimento global. Durante 15 anos ele estudou as trilhas de fumaça deixadas por aviões a grandes altitudes. Uma sozinha não assusta, mas quando elas se juntam, podem cobrir o céu. Existem fotos em que até 70% do céu da Califórnia esta encoberto por nuvens produzidas por aviões. Mas o que podemos esperar destes resultados? Lembra do 11/9, quando durante 3 dias todas as aeronaves dos EUA ficaram no chão? Travis mediu que neste período o céu ficou ensolarado e a temperatura subiu 1º C. Neste 3 dias, o céu dos EUA teve uma drástica queda no escurecimento global.

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Exemplos de traços deixados por aviões e jatos. No sul da Califórnia, existem dias em que 70% das nuvens do céu são formadas pela união de rastros de aeronaves.

Vamos pensar. Se a temperatura subiu em 3 dias 1ºC apenas porque os aviões dos EUA ficaram no chão, imagine o poder que o escurecimento global tem. Vamos supor que ocorra isto no mundo todo e teremos uma resposta rápida no aumento da temperatura.

Este é o problema: RESOLVE-SE O PROBLEMA DO ESCURECIMENTO GLOBAL E O MUNDO PODE FICAR CONSIDERAVELMENTE MAIS QUENTE.

Polui��o
Milhares de toneladas de gases do efeito estufa são emitidas diariamente por fábricas.

Isto não é teoria, na verdade já está acontecendo. Nos países do oeste da Europa, os habitantes estão diminuindo a poluição visível, o que causou uma melhor qualidade do ar que eles respiram, com a redução, mesmo que pequena, do escurecimento global. Mas o desastre ocorreu no verão de 2003, numa onda de calor sem precedentes no continente. Milhares de pessoas morreram na França, incêndios devastaram Portugal e gelo glacial derreteu dos Alpes.

Escapamento
Em muitos carros do oeste europeu os escapamentos estão vindo com catalisadores. Esta é uma das medidas tomadas para diminuir a poluição visível, mas a fuligem continua a sair e alimentar o escurecimento global, apesar de ser um valor menor.

Enquanto o efeito estufa tem aquecido o planeta, o escurecimento global o tem resfriado. (hipótese gaia?). Na verdade o escurecimento global tem mascarado a verdadeira força do aquecimento global. A Terra pode ser bem mais vulnerável ao efeito estufa do que esperávamos. Até agora, as duas forças estão equivalente, mas daqui a pouco, a curva do aquecimento global vai subir, e a do escurecimento global não vai conseguir acompanhá-la. Em 100 anos as temperaturas subiram 0,6 ºC, assim o aquecimento global está vencendo o escurecimento.

Os pesquisadores utilizam modelos computadorizados para prever o aumento na temperatura ao longo dos anos. Estes modelos prevêem um aumento de 5º C até o final do século, mas estes modelos podem estar errados e a temperatura pode subir 10ºC até 2100, com danos irreversível em apenas 25 anos!!!!!! No ano de 2030, a temperatura pode estar 2ºC mais alta e acredita-se que todo o gelo da Groenlândia vá começar a derreter, e uma vez que o processo inicia, ele não tem mais volta. Irá demorar, mas no final, o nível dos oceanos de todo o mundo estará 7 ou 8 metros mais alto. Você faz idéia do que isto significa? Pense.

Pensou? Pois bem, se nada for feito depois disto, vai ficar pior, porque a nossa floresta amazônica e outras florestas tropicais do mundo começarão a secar com o calor. Em 2040 deve estar 4ºC mais quente e isto levaria a uma grande seca, particularmente na bacia do amazonas, que não sustentará mais a floresta que virará na melhor das hipóteses uma savana, ou mesmo um deserto. Ela irá queimar e liberar o que no ar CO2, o gás do efeito estufa. Hoje o Brasil esta na lista dos maiores poluidores mundiais, sabia? Mas é porque temos muitas indústrias e somos um país superdesenvolvido? Não, pelas queimadas que ocorrem nas florestas do país. Agora imagine todas as florestas do mundo sendo queimadas, a quantidade de CO2 que será liberada na atmosfera será enorme. Todo este cenário foi sugerido pelo novo modelo utilizado pelos climatologistas e não visto por profetas. O resultado foi visto por cientistas, o que é mais preocupante.

Geleira DerretendoFloresta queimando
O derretimento do gelo da Groenlândia pode começar em 2030 e fará o nível do oceano subir de 7 a 8 metros. A seguir, em 2040, as florestas tropicais irão queimar e transformar-se em savanas ou desertos.

Vocês estão vendo que a situação está negra, mas lembre-se da Lei de Murphy, o que está ruim pode ficar ainda pior, e é isto que vai acontecer. Um aumento de 10ºC pode ser o suficiente para dar inicio a queima de uma enorme, mas enorme reserva natural de gás, localiza no extremo norte do planeta. O calor pode desestabilizar o que se chama de hidratos de metano, que hoje estão congelados no fundo do oceano. São 10.000 bilhões de toneladas congeladas e sabe-se que são desestabilizados pelo calor. Neste momento, o que fizermos será muito tarde. O metano é um gas 8x mais potente para o efeito estufa que o CO2. O clima no planeta estaria verdadeiramente fora de controle.

Reforço em dizer que isto não é uma previsão, é um aviso. É o que vai acontecer se limparmos a poluição e não fizermos nada com os gases que causam o efeito estufa.

Você agora se pergunta: Porque então não continuar poluindo e deixar o Escurecimento Global proteger o planeta? Porque é suicídio! As partículas do escurecimento causam doenças respiratórias e também influenciam no clima mundial, atuando nas monções, por exemplo.

Uma possível solução para acabar com ambos os problemas: acabar com a queima do carvão, óleo e do gás. São escolhas muito difíceis, com certeza. Há 20 anos que tentam fazer isto, mas até hoje na prática pouco foi feito. Pense nos seus filhos, no futuro da sua geração, veja o mundo que estávamos deixando para eles e para muitos de nós. Lembre-se que em 2030 as coisas começarão a mudar, e muitos de vocês que estão lendo são jovens ainda que vão viver muito, muito tempo....

Para polui��o
O único modo de impedir este apocalipse é parar com a queima de combustíveis como petróleo, gás e carvão.

Tudo isto que escrevi foi baseado em um documentário da BBC feito em 2005 intitulado: Global Dimming - Tragic End of Humanity. A BBC é a estatal britânica que faz os melhores documentários do mundo e este com certeza, foi um dos mais arrepiantes que ela já produziu. Aliás, ela foi pioneira no assunto. Nada havia sido produzido sobre o Escurecimento Global até a produção deste verdadeiro apocalipse pelos ingleses.

Recomendo também assistirem um documentário que está passando no Discovery Channel, chamado Viciados em Petróleo. Ele trás os combustíveis que podem substituir o Petróleo, vindo inclusive ao Brasil conhecer o nosso álcool.


Fontes:

- Global Dimming - Tragic End of Humanity. Documentário BBC produzido em 2005.

- http://www.bbc.co.uk/sn/tvradio/programmes/horizon/dimming_prog_summary.shtml

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Tempestade espacial será catastrófica para a Terra até 2012

Um novo estudo mostrou que uma grande tempestade solar poderá trazer consequências assustadoras para a humanidade.

Danos à rede de força e sistemas de comunicação poderão ser catastróficos, os cientistas concluíram, com efeitos que podem levar ao descontrole governamental da situação.

As previsões são baseadas em uma grande tempestade solar de 1859 que fez com que os fios dos telégrafos entrassem em curto nos EUA e Europa, levando a grandes incêndios. Possivelmente foi a pior em 200 anos, de acordo com um novo estudo. Com o advento das redes de energia, comunicação e satélites atuais temos muito mais em risco.

“Uma repetição contemporânea do evento [de 1859] causaria distúrbios sócio-econômicos significativamente mais extensos”, concluíram os pesquisadores.

A cada 11 anos, quando o sol entra na sua fase mais ativa, ele pode enviar tempestades magnéticas poderosas que desligam satélites, ameaçam a segurança dos astronautas e até interrompem sistemas de comunicação na Terra. As piores tempestades atuais derrubam redes de energia ao induzir correntes que derretem os transformadores.

Apenas nos EUA uma grande tempestade solar — que costuma ocorrer uma vez a cada 100 anos — pode deixar 130 milhões de pessoas sem eletricidade, de acordo com o estudo. Outros sistemas vitais seriam afetados por estas faltas de energia elétrica.

Os impactos da falta de eletricidade, por exemplo, acabariam com a distribuição de água potável em questão de horas, alimentos e medicamentos perecíveis seriam perdidos entre 12 e 24h; serviços de esgoto, telefones, transportes, abastecimento de combustíveis seriam interrompidos, etc.

A energia poderia levar meses para ser restabelecida, segundo a pesquisa. Durante este período os bancos poderiam estar fechados e o comércio internacional seria suspenso.

"Sistemas de emergência seriam levados ao limite e o controle e comando poderiam ser perdidos”, escreveram os pesquisadores da Universidade do Colorado, nos EUA.

Sejam catástrofes terrestres ou incidentes do clima espacial, os resultados podem ser devastadores para as sociedades modernas que dependem, de uma miríade de modos, em sistemas tecnologicamente avançados”, os cientistas afirmaram em uma declaração divulgada junto com o relatório.

Tempestades solares têm efeitos significativos nos dias modernos. Em 1989 o sol emitiu uma tempestade que derrubou a rede elétrica de toda Quebec, no Canadá. Em 2003, em um período de duas semanas, dois satélites foram desabilitados e instrumentos em uma sonda que orbita Marte foram danificados por tempestades solares.

O clima espacial pode produzir tempestades eletromagnéticas solares que induzem correntes extremas em fios interrompendo linhas de força, causando apagões generalizados e afetando cabos de comunicação da internet. Clima espacial severo produz partículas solares energéticas e desloca os cinturões de radiação da Terra, o que danifica satélites usados para comunicações comerciais, GPS e previsão do tempo.

O próximo pico da atividade solar é esperado em 2012. Atualmente o sol está ‘tranquilo’, mas a atividade pode aumentar em qualquer momento e clima espacial severo (o quão severo será ninguém sabe) irá emergir um ou dois anos antes do pico.

Alguns cientistas pensam que o próximo pico levará a eventos mais severos do que outros picos recentes.

Uma falha catastrófica da infra-estrutura governamental e comercial, no espaço e no chão, podem ser mitigadas ao aumentar a consciência pública, melhorando a infra-estrutura vulnerável e desenvolvendo capacidades avançadas de previsão do clima [solar]“, o relatório afirma.

O relatório foi delegado e financiado pela NASA. Especialistas em indústria e governo, assim como acadêmicos, de todo o mundo, participaram.

Mais informações no artigo da LiveScience (em inglês)

http://www.livescience.com/environment/060927_solarflare_gps.html

Atividades solares atingirão seu pico em 2012

Atividades solares atingirão seu pico em 2012


Fonte: Hypescience

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Asteróide pode atingir a Terra em 2036, diz astronauta

Um asteróide pode aproximar-se de maneira perigosa da Terra em 2036, disse neste sábado um grupo de astronautas, cientistas e engenheiros reunidos para um evento em San Francisco (Estados Unidos). De acordo com o grupo, a ONU (Organização das Nações Unidas) deve assumir a responsabilidade por uma missão especial para desviá-lo.

O ex-astronauta Rusty Schweickart, um dos conferencistas de evento da Associação Americana de Avanço da Ciência, disse que astrônomos estão monitorando um asteróide chamado Apophis, que tem uma chance em 45 mil de atingir a Terra no dia 13 de abril de 2036.


Fonte:Folha Online